04Dezembro2022

 
 
 

Segurança & Defesa

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Marinha e Águas Azuis apresentam seção de qualificação do Programa Fragatas Classe Tamandaré

A Marinha do Brasil (MB) e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis apresentam, de forma inédita, nesta terça-feira (21/6), no thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul (tkEBS) em Itajaí-SC, a seção de uma das praças de máquinas das Fragatas Classe Tamandaré, que devem começar a ser fabricadas ainda neste ano. Mais moderno e inovador projeto naval já desenvolvido no País, o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), conduzido desde 2017 pela MB, executado pela Águas Azuis e gerenciado pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), prevê a construção, em território nacional, de quatro navios de alta complexidade tecnológica.

As FCT serão escoltas versáteis e modernas, dotadas de elevadas capacidades de mobilidade, permanência, comunicações, combate, vigilância e reação. Logo, serão capazes de serem empregadas na proteção da área marítima pertencente ao Brasil. Suas características possibilitarão o incremento nas operações de busca e salvamento; permitirão monitorar e combater ações de poluição, pirataria, pesca ilegal, dentre outras ameaças, incrementando a segurança marítima na Amazônia Azul. 

A obtenção desses navios faz parte dos objetivos de modernização da Força Naval, mais especificamente da construção do Núcleo do Poder Naval, que visa à renovação da Esquadra Brasileira, além de representar um esforço conjunto para o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID), capacitando e aprimorando a mão de obra da construção naval e fomentando a Indústria Nacional de Defesa. O contrato de construção foi assinado em 5 de março de 2020, entre a EMGEPRON, empresa estatal independente, vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando da Marinha, e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis.

No evento, o comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, destacou a importância da construção das Fragatas Classe Tamandaré para o Brasil. "A construção de um navio de guerra desse porte, traz uma quantidade de tecnologia muito superior a de um navio mercante, por especificações técnicas. É uma concentração muito grande de sistemas. E isso faz com que o estaleiro de construção precise se qualificar em níveis superiores de excelência para conduzir o trabalho", disse. Para o Brasil, o Programa das FCT "traz a capacidade de patrulhar melhor a nossa Amazônia Azul, os 5,7milhões de km2 de soberania sobre o mar, que os brasileiros têm, traz a oportunidade da Marinha do Brasil, de se fazer mais presente aos chamamentos dos organismos internacionais, tendo uma maior presença no Atlântico Sul, no Golfo da Guiné, cumprindo missões de Paz,  de interesse do Governo Brasileiro, de interesse do povo brasileiro", acrescentou.